Choque para Concurso de Enfermagem: aprenda em 5 minutos

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Olá, EnfConcurseiro! Você sabia que, em Concursos de Enfermagem, choque circulatório é um assunto bastante comum?

Olha só como a banca AOCP cobrou questões acerca desse tema:

(AOCP – 2019) Paciente masculino, 30 anos, sofreu um acidente automobilístico e vai ao pronto-socorro confuso, com algumas escoriações em membros inferiores, sem sangramento aparente, pressão arterial – 80 x 40 mmHg, frequência cardíaca – 134 bpm, pele fria e pegajosa. É provável que esse paciente esteja com choque

(A) neurogênico.

(B) anafilático.

(C) hipovolêmico.

(D) cardiogênico.

E a resposta certa é HIPOVOLÊMICO!

Mas para você saber responder essa questão, é importante que você saiba:

  • O que é o Choque Circulatório;
  • Classificação do Choque.

Vem comigo que eu vou te mostrar todos esses aspectos para você garantir muitos pontos na sua prova!


Choque para Concurso de Enfermagem: O QUE É O CHOQUE?

Choque cardiogênico: o que é, causas, sintomas e tratamento - Tua Saúde

Então, a principal complicação da alteração na fisiologia normal de vida é conhecida como choque.

O choque é um estado de alteração na função celular, onde o metabolismo aeróbico é alterado para metabolismo anaeróbico em razão da hipoperfusão das células teciduais.

O resultado dessa mudança são ofertas de oxigênio em nível celular inadequadas para satisfazer e manter as necessidades metabólicas do organismo.

O choque não é definido por baixa PA ou pele fria e pegajosa, estas são apenas manifestações sistêmicas do processo.

Definimos choque como perfusão tecidual insuficiente, que ocasiona
metabolismo anaeróbico e perda da produção de energia necessária para sustentar a vida.

CLASSIFICAÇÃO DO CHOQUE para Concurso de Enfermagem

Liminar garante afastamento do trabalho para enfermeira | Novo Portal TJMG
Choque para Concurso de Enfermagem

De acordo com o sistema de perfusão celular, o choque para Concurso de Enfermagem pode ser classificado em:

  • Hipovolêmico;
  • Cardiogênico;
  • Distributivo;
  • Obstrutivo.

O choque Hipovolêmico está relacionado à perda de volume sanguíneo: perda de células sanguíneas com capacidade de transportar oxigênio e de volume líquido.

Esta é a causa mais comum de choque no paciente com trauma, pois está associado à causa hemorrágica.

Tem-se ainda o choque Cardiogênico está relacionado à interferência na ação de bomba do coração, geralmente ocorre após um ataque cardíaco. Aqui, a má perfusão tecidual é resultado do baixo débito cardíaco devido a uma patologia cardíaca.


O choque Distributivo (ou vasogênico) está relacionado com anormalidades no tônus vascular.

Ainda, nesta situação a má perfusão é resultado de uma vasodilatação periférica geral, o que prejudica o fornecimento de oxigênio pelos capilares e a captura de oxigênio pelos tecidos.

O choque distributivo pode ser ainda do tipo neurogênico, anafilático ou séptico:

  • Choque Neurogênico ocorre pela perda súbita do tônus vascular devido à perda de controle
    simpático do sistema vascular;
  • Choque Anafilático ocorre pela vasodilatação generalizada causada por uma alergia;
  • Choque Séptico é decorrente de uma infecção grave.
    Fique atento, essa é a única categoria de choque que ocorre vasodilatação!

O choque Obstrutivo é causado por uma obstrução, que pode ocorrer por diversas causas.

As principais são pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco e tromboembolismo pulmonar.

CONCLUSÃO


Se você chegou até aqui conseguiu aprender sobre o choque circulatório.

Mostrei para você a definição correta de choque circulatório e sua classificação de acordo com o sistema de perfusão.

Ainda não é o fim dos seus estudos, viu?! Que tal aprofundar mais esse assunto resolvendo algumas questões?

Além disso, você pode se preparar ainda mais com a nossa mentoria!
Ficou alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários!!

REFERÊNCIAS:

NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS. PHTLS –

Atendimento pré-hospitalar ao traumatizado. 9. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2020

HU Revista, Juiz de Fora. Fisiopatologia do choque. v. 40, n. 1 e 2, p. 75-80, jan./jun. 2014

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